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Sou quem acredita que opiniões maduras, sensatas e imparciais são escutadas, respeitadas, mas... não significa que estas serão acatadas.

quarta-feira, 23 de março de 2011

Vai um filho aí? Não obrigada!

OBS: Esse texto não é necessariamente direcionado ao público feminino. Homens conscientes e que possuem suas mentes abertas a qualquer tipo de discussão sobre o assunto, podem usufruir à vontade.




Você (mulher) possui entre 30 e 40 anos, é solteira ou tem um relacionamento estável, enfim, vive muitíssimo bem e extremamente feliz sozinha ou acompanhada. Processo absolutamente normal se não demorasse muito a escutar da família, amigos, conhecidos e até mesmo dos desconhecidos a seguinte pergunta, que possui um considerável tom de cobrança: “Quando você vai ter filhos?”. Ocorre que a maioria das pessoas não está preparada para a seguinte resposta: “Filhos, não os quero!”.
Ao publicizar em alto e bom tom a sua opção por não querer ser mãe, prepare-se para ser analisada como se fosse uma espécie rara e em extinção. Muitas pessoas consideram a maternidade um acontecimento natural na vida de uma mulher. O fato de você não querer seguir este curso natural de ser mulher (que, em minha opinião, chega a ser uma imposição), é uma transgressão às leis da natureza e, até mesmo, às Leis Divinas. De acordo com os defensores da maternidade, toda mulher tem que ser mãe. Isso soa uma obrigatoriedade horrorosa e parece não dar outra opção para quem ainda possui dúvidas sobre se render ou não à maternidade.
Os argumentos para quem recusa o papel de mãe são os mais variados. No entanto, a “liberdade” é o fator mais defendido por todas. Usufruir da liberdade de dormir noites inteiras, de viajar livre de preocupações, de se dedicar inteiramente ao trabalho sem ser escrava do tempo para trocar fraldas, dar mamadas ou papinhas, ir buscar ou deixar as crianças na escola, enfim, a liberdade de poder ir e vir e até de poder ficar num só lugar, sem se preocupar com quem dependerá de você por um longo tempo de sua vida.
O problema é que, atualmente, a pressão por engravidar ainda é muito grande. De acordo com a psicóloga Luci Mansur, até hoje o modelo de família é parecidíssimo com o de várias décadas atrás: “enquanto os homens assumiram o sustento da família, para as mulheres, a procriação se tornou garantia de felicidade, de adequação à natureza feminina, e um meio de manter um reconhecimento social”. Meninas crescem ouvindo que só se realizarão plenamente se parirem. Afinal, fêmeas servem para procriar. É biologicamente comprovado. Talvez, as palavras “parir” e “fêmea” soem um tanto pesadas. Mas será que devemos ainda pensar desta forma mesmo depois da tão propagada “revolução sexual”? Seria um tanto hipócrita por parte de alguns metidos a puritanos.
Bom... Voltemos ao nosso tema tão polêmico. Muitas mulheres resolvem ter filhos apenas por tê-los. Será que isso é o correto? São mães incapazes de propiciar carinho e atenção. Será que não seria mais sensato pensar em todas as dificuldades pós- parto, antes de engravidar?  Ter um filho significa abnegar muitos objetivos e conquistas. Isso tudo deve ser pensado antes de você jogar em uma criança, suas culpas e frustrações por não ter conseguido chegar ao cargo que tanto almejava na empresa, por não ter conseguido dormir uma boa noite de sono, por não conseguir render em seu trabalho, por não ter feito as viagens que gostaria, por não poder ir àquela festa badaladíssima por não ter com quem deixar seu filho, por não poder colocar aquela roupa porque você ficou gorda, cheia de celulites e estrias depois da gravidez, por não poder proporcionar uma boa educação, por não poder pagar uma boa escola, por não poder pagar um bom plano de saúde. Poderia citar aqui mil motivos. Eles estão sempre sendo comentados a todo instante por uma mãe e outra.
Cabe ressaltar que o texto não trata de uma bandeira contra a maternidade, mas sim de uma defesa e respeito à livre escolha de não querer ter filhos. Defendo que é uma decisão que deve ser muito bem refletida antes de ser tomada. Obviamente, tudo na vida tem suas vantagens e desvantagens. Ser mãe, pelo que vejo, também tem seu lado bom. Segundo relatos, não há nada de mais gratificante do que gerar outro ser. Acredito que só sendo mãe mesmo, para sentir a presença de Deus tão próximo. Seria o ápice de demonstração do amor: uma vida gerando outra vida. É algo que deve ser muito emocionante. Esperar meses, enquanto seu corpo muda. E cada mudança é uma novidade comemorada. As primeiras mexidas do bebê são acontecimentos que deixam mãe e pai abobalhados. Passar horas imaginando como será rostinho, o cabelo ou o tom da pele do bebê, deve ser algo maravilhoso. E quando eles nascem? Hum... Na realidade, eles não nascem somente sendo “filhos”. Nascem sendo a razão de viver de seus pais. A rotina da casa e da família muda. Tudo é em função o bebê. Cada dia é uma descoberta e aumenta a felicidade de ser mãe. De repente, você pode se imaginar sem tudo (esposo, carro, trabalho, dinheiro, etc.), mas nunca sem seu filho.
Particularmente adoro crianças, de preferência as educadas. Sou tia e pretendo continuar exercendo somente esta função, por enquanto. Digo que não quero ter filhos, mas posso, um dia, acordar com uma imensa vontade de ser mãe, de sentir tudo o descrito acima. Posso também nunca sentir este desejo em minha vida. Nunca se sabe o que vai acontecer no dia de amanhã. A única coisa que tenho certeza é que ninguém deve influenciar em minha decisão de ser ou não ser mãe. E sabe por quê? Porque isso não seria correto e justo, nem comigo e nem com meu filho (a). Porque essa será uma decisão que cabe, primeiramente, a mim. Por isso,  única certeza que tenho e que só assumirei a maternidade no dia e se um dia eu quiser.

 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Lar, pequeno doce lar.

Hoje estive pensando novamente, depois de ser quase vítima de um calote por parte de insinuantes lojas, na dificuldade que está sendo organizar os móveis em meu apartamento. Esclareço-vos que tais móveis foram comprados em lojas que, até o presente momento, não me deram problemas com entregas ou montagens. Comunico, também, a todos, que o apartamento é do tamanho de um “ovo”... Isso mesmo! Pasmem... O apertamento (opa... corrigindo: apartamento) é um ovo e digo mais: parece que é de codorna. Pasmem mais uma vez...
Durante minha busca por um imóvel, tive a oportunidade de perceber que, na ânsia de querer o que é seu, o cidadão quase não se dá conta de que vai se meter na aquisição de uma “lata de sardinha” para morar. Os apartamentos estão cada vez menores. De acordo com pesquisas, o setor imobiliário está investindo em construções de imóveis com até 55m². São apartamentos direcionados para quem faz a opção de morar sozinho e casais que não pretendem ter filhos ou que possuem uma ou duas crianças, no máximo. Então, somos levados a pensar que a culpa disso tudo está na mudança de estrutura da família brasileira, visto que, ninguém mais quer casar e sim morar sozinho. E quando optam pelo casamento, não possuem a mesma quantidade de filhos que nossos antepassados. Realmente, o número de membros da família brasileira diminuiu consideravelmente.
Estamos tratando aqui de um imóvel só para poucos, ou melhor, para pouco (espaço). No meu caso, até que gostei da sala e dos quartos, mas lamento informá-los que meu banheiro não é apropriado para aqueles que usam tamanho G, GG e assim sucessivamente. Pois é... Gordinhos, nem pensar em pegar um desses apartamentos, pois, infelizmente, vai ficar complicado o trânsito no banheiro para desenvolver qualquer tipo de atividade. Começo a desconfiar que estes imóveis foram projetados por alguém muito admirador de “modelitos” magérrimos ou por alguém que tenha uma tendência camuflada à anorexia. Do tamanho de toalete, eu não gostei de verdade.
Outra coisa... Nada de procriar demais. Não é apropriada a existência de uma prole muito numerosa. Para quem quer se multiplicar, a opção mais sensata é ter só um ou, no máximo, dois filhos do mesmo sexo. Já pensou sua filha brigando com seu filho, exigindo um quarto só pra ela? Qual seria a sua reação? Alguém teria que desfrutar do aconchegante sofá de dois lugares. Isso mesmo... Sofá só de dois lugares, porque o de três, dependendo do tamanho, não caberia na sala.
Nada de encher o imóvel de cacarecos, ou você pode acabar ficando do lado de fora do seu lar,  pequeno doce lar. É que pela lei da física chamada Impenetrabilidade, DOIS CORPOS NÃO PODEM OCUPAR O MESMO ESPAÇO AO MESMO TEMPO. No caso, o espaço em estudo, é o seu apartamento. Você e seus cacarecos (quase todos sem muita utilidade, creio eu) não podem ocupar o mesmo local. Entre eles e você, quem será o escolhido? Quem?
Aqueles proprietários de relíquias de família e que são criaturas distintas e de bom coração, podem começar a doar as mesmas para pessoas que realmente necessitam dessas tranqueiras.  Muita gente iria ficar extremamente feliz em receber um sofá, uma mesa, cadeiras e outros utensílios domésticos que certamente atrapalhariam a sua locomoção dentro de seu novo imóvel, mas que iriam fazer a felicidade dos que realmente necessitam deles. Não seria uma excelente hora de começar a praticar uma boa ação?
No entanto, após toda essa apreciação minuciosa, cabe ressaltar que o “ovo” tão criticado acima pelo seu tamanho quase microscópico, é onde irei morar em pouco tempo. E estou feliz demais da conta com a “grande” aquisição. Tenho mil projetos com ele sendo pequenininho assim... Imagina se ele fosse maior?
Vai ser lá que vou chegar cansada depois de um longo e entediante dia de trabalho. Vai ser lá que, depois de um relaxante e delicioso banho, vou refletir sobre os acontecimentos do dia que passou e dos dias que ainda virão. Será lá que irei fazer planos e projetos para meu futuro. É lá que irei sonhar com a felicidade e curtir minhas decepções. Enfim, ele é meu...   E é isso o que realmente importa, não é mesmo?

domingo, 30 de janeiro de 2011

Os muitos buracos de um "castelo" de areia.

Andando por aí, nas ruas e avenidas da cidade de São Luís, nos deparamos com cada centímetro de asfalto sendo disputado (a tapas) por buracos e crateras. Moradores de todos (literalmente todos) os bairros de São Luís cobram uma providência do então Prefeito João Castelo. Do mais humilde ao mais luxuoso bairro, a situação está cada vez mais caótica. As ruas parecem campos de concentração e guerra de tantos buracos no solo.  
Daí observa-se a democratização da buraqueira. Não importa a classe social. Eles sempre estão lá para todos. E olha que, às vezes, eles são até muito bem camuflados (mais precisamente em épocas de chuvas). Parecem rasas poças de água, mas são profundos poços causados pela erosão de um asfalto de péssima qualidade.  Os buracos mais comuns são aqueles com profundidade de, aproximadamente, dez a quinze centímetros. A medida perfeita para causar os mais diversos e sérios prejuízos à população.
O problema atinge tanto pedestres, como também motoristas. Os primeiros são vítimas de banhos fora de hora. Estão lá, passeando pelas poucas e precárias calçadas que existem e são vítimas de uma onda de água empossada jogada por um motorista que queria desviar de um buraco e acabou caindo em outro. Motoristas têm que decidir se gastam dinheiro com suas famílias ou com a manutenção de seus carros.  Outro problema é o tempo que se gasta no deslocamento de um ponto a outro da cidade. Trajetos que deveriam durar apenas alguns minutos, duram quase horas para serem realizados. São verdadeiros ralis em plena área urbana de uma capital.
Palhaçada! Não tem outra palavra para denominar a falta de comprometimento da prefeitura com a população. O pior é que, para o senhor prefeito, parece que isso tudo não está acontecendo na cidade que ele diz que gerencia. Basta dar uma voltinha pelos bairros para se deparar com cenas inusitadas, até cômicas se não fossem tristes: buracos sendo tampados com entulhos pelos próprios moradores; baldes, galhos e todos os tipos de tranqueiras são utilizados na tentativa de sinalizar a existência de uma cratera na rua; motoristas são obrigados a parar em avenidas muito movimentadas ou desertas, debaixo de sol ou chuva, sendo noite ou dia, para trocar os pneus que se estragam em decorrência dessas “cavidades” inconvenientes situadas em asfalto de qualidade vagabunda e de origem duvidosa.
Enfim, um problema atrás de outro. Mas, vale lembrar (e muito bem), que nossos impostos chegam um atrás do outro (também) para serem pagos. E chegam com nenhum atraso e com nenhum desconto. Seria maravilhoso se fossem utilizados na solução de problemas de tamanha importância.
Bom, mas vendo pelo outro lado, o lado humanístico da buraqueira, os donos de borracharias e oficinas precisam ter o seu “ganha pão” também. Se não fossem essas crateras espalhadas pela cidade, como poderiam sobreviver? Nunca as oficinas estiveram tão cheias como neste período. É o pneu que rasga, é o amortecedor que não amortece mais nada, é o pára-choque que arrasta no chão e lá fica, enfim, uma simultaneidade de despesas (para motoristas) e lucro (para oficinas).
Infelizmente, ainda falta algum tempo para as próximas eleições, já que é somente no período eleitoral que as máquinas se desentocam dos galpões municipais e estaduais, saindo às ruas e o serviço começa a ser feito (da forma mais porca e vergonhosa possível). Resta-nos, indubitavelmente, apenas confiar em nosso amigo anjo-da-guarda e pedir a Nosso Bom Deus que nos guie e nos proteja dos acidentes e de outros transtornos causados pela falta de interesse da prefeitura com a tão sempre esquecida população de São Luís.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Direito de resposta...

Caríssimo companheiro... Ser solidário com os outros, em minha opinião, não significa passar por cima de minhas convicções. Até porque quando nos anulamos e nos privamos (forçosamente) de algo muito importante em benefício dos outros, perdemos nossa essência e individualidade.
Acredito que o digníssimo tenha lido (e entendido) no texto, que me refiro a relacionamentos afetivos que fazem mal às partes envolvidas. Nesse caso, não existem paciência e compaixão que resista a tamanha falta de amor-próprio de quem gasta seu precioso tempo se sujeitando a “infernizar” a vida de alguém com chantagens baratas e sem nenhum escrúpulo. Sabemos que toda paciência, por maior que ela seja, uma hora acaba.
A compaixão, nesses casos, é um dos piores sentimentos a se sentir, pois fortalece ainda mais a mente doentia de quem utiliza dessas artimanhas para se privilegiar e manter seu “alvo” sempre por perto. Ou seja, a compaixão que você tanto defende, nesses casos, só proporciona a articulação de uma mente extremamente perturbada. A falta de caridade, em minha opinião, está em alimentar os delírios da mente transtornada por medo ou piedade.
Talvez um “basta” na relação, à primeira vista, seria um tanto desumano aos olhos de muitos que pensam como o senhor blogueiro. Contudo, mais desumano, ainda, seria deixar com que o indivíduo que não aceita um final de relacionamento ou uma separação, seja visualizado como um louco insistente, desocupado ou, até mesmo, um “atraso” na vida dos outros.
Outro item do seu comentário que já ia me esquecendo de esclarecer é que, se você defende que os laços de paixões e emoções devem ser superados pelo AMOR ao irmão, nessa “superação” não devem existir distinções. Infelizmente, caríssimo, para se defender nossas opiniões, não devemos ter “dois pesos” e “duas medidas”, isto é, baixar a guarda para uns e querer passar por cima de outros. Não concordas?

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Quando a “cara metade” se transforma em “metade cara”...

Diante de tantos finais de relacionamentos que ocorrem diariamente, me veio uma vontade de escrever sobre essa temática tão assídua em nossa realidade, tendo em vista que tudo está muito superficial quando se trata de relações afetivas. As pessoas, às vezes, possuem inúmeros motivos para ficarem juntas, mas se apegam apenas a um motivo para se afastarem. Aí impera a frieza dos relacionamentos. A falta de paciência em conviver com os defeitos e diferenças do outro é maior do que a vontade de manter um vínculo de companheirismo. Coisas da modernidade avançada!
Cabe ressaltar que não sou seguidora nem de um modelo (os pacientes), nem do outro (os que jogam tudo para o ar e não estão nem aí pra nada). Eu só vivo cada dia e só faço o que vejo que é conveniente pra mim, mas sem deixar de pensar nas pessoas que me rodeiam. Aqui esclareço que o fato de lembrar as pessoas que me cercam de uma forma ou de outra, não quer dizer que eu vá pensar mais nelas do que em mim mesma.
Com base neste raciocínio, acredito que não devemos apostar em relacionamentos que à primeira vista já cheiram a um possível fracasso. Fico perplexa quando vejo pessoas que, embora tenham a consciência de que a relação não obteve um bom êxito, estão sempre ali por perto, rondando o seu “objeto” de insucesso.
 Por outro lado, isso tudo me desperta uma espécie de admiração. Acho que é porque não consigo ser adepta do famoso “murro em ponta de faca”, isto é, em insistir mesmo que não se vislumbre um bom resultado na obstinação. A verdade é que sempre se admira uma qualidade que não se possui.
Mas... Será que podemos chamar isso de qualidade? Será que essa insistência é algo sadio? Será que é normal insistir em algo infrutífero? Vale lembrar que aqui estou fazendo referência a insistências em relacionamentos afetivos que já deram errados (homem X mulher, homem X homem, mulher X mulher, ou seja lá o que a imaginação de vocês criarem).
Acho até que algumas tentativas são válidas. Mas... E se todas elas acabarem em frustrações? Não seria bem pior?  Apostar numa reconciliação é válido quando as duas partes envolvidas estão interessadas em se permitir outra chance. Quando o desejo de “salvar” a relação torna-se perceptível somente de uma parte, a história se complica.
É patético ver a decadência emocional de quem se apega a pedaços e destroços emocionais. Pessoas assim não fazem outra coisa na vida que não seja farejar e cercar sua “presa”. Fracamente... São as piores loucuras que são realizadas pelo “perseguidor (a)”. Talvez acreditem no mito da “metade da laranja” para promover tantas insanidades. Pra quem não é conhecedor, o mito da “metade da laranja” afirma que somos uma metade que vive na busca da outra metade que irá nos completar. Quanta insanidade! Somos unidades e não metades.
Ocorre é que um relacionamento afetivo é construído de planos e sonhos e é extremamente complicado aceitar a não concretização destes projetos. É algo que foi idealizado, alicerçado e que está se ruindo.

Para muitas pessoas, o final de relacionamento provoca emoções intensas e descontroladas, baseadas em medo, apego, ciúme e insegurança. São indivíduos que estão incansavelmente em busca de um amor, carinho e atenção por parte de parceiros que não estão mais ou nunca estiveram disponíveis para isso. Com isso tudo, acontecem temidas e intermináveis perseguições às pessoas que não mais satisfarão as necessidades de amor, ou que não mais proporcionarão a essas “coitadinhas abandonadas”, a confiança e segurança tão almejadas. Não falo somente das perseguições “corpo-a-corpo”, daqueles que grudam e que, para desgrudar, só matando mesmo. Existem aquelas que “comem pelas beiradas” através de telefonemas (só pra escutar a voz), e-mails (até de auto-ajuda), ou até um encontro casual (quanta coincidência). Enfim, algo tão ínfimo que nem levanta muitas suspeitas por parte do atormentado. A verdade é que se “ex” fosse coisa boa, não seria “ex”, seria “atual”.
É lógico que na vida existe a eterna busca de conquistas e, com isso, cria-se grandes expectativas. Mas, devemos ter a imensa cautela em não colocar nossos sonhos e desejos nas mãos de outras pessoas. Quando “apostamos” demais em alguém (seja quem for), corremos o risco de sofrer decepções e frustrações porque nossos desejos não foram correspondidos. Devemos ter sempre em mente que a felicidade só pode ser dividida quando a outra parte da relação é feliz por si só.
 Somos responsáveis por nossa própria felicidade. Colocar essa tarefa na responsabilidade de outras pessoas seria um descaso com nossa própria vida. Será que é válido se rebaixar tanto assim por alguém? É algo pra se pensar com bastante cuidado...

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

Os calotes de INSINUANTES lojas em seus clientes.

Depois de ser vítima de uma tentativa frustrante de calote intencionado por uma empresa que se intitula como loja de móveis (sim, porque existem empresas de vários segmentos, até as do ramo de enganação), fiquei muito tempo sem escrever algo porque estava sem condições para pensar em outra coisa que não fosse "tocar fogo" na tal empresa caloteira. Para que toda a mnha indignação possa ser entendida, vou relatar minha “via crucis” com a INSINUANTE loja...
Tudo começou quando não consegui escapar de umas INSINUAÇÕES do referido estabelecimento: fui vítima de um INSINUANTE atendimento por parte do vendedor e do subgerente (pasmem... fui atendida pelos dois ao mesmo tempo), de uma INSINUANTE proposta de compra e venda e de uma INSINUANTÍSSIMA proposta de desconto na compra realizada à vista. Após a loja se INSINUAR toda para a cliente aqui, foi realizado o negócio entre nós duas: eu e a INSINUANTE loja.
O certo é que fiquei esperando meus móveis por intermináveis quinze dias como foi firmado no contrato e nada do meu pedido chegar. Acontece que durante uma visita rápida até a dita loja, falei com outro subgerente que me confirmou a entrega no final do prazo. Notei bem ali uma INSINUAÇÃO de engano, mas, enfim, deixei passar o fato já prevendo o que estava ainda por vir.
Findado o prazo estipulado de entrega e tendo a certeza de que fui enrolada, retornei "louca da vida", soltando "fogo pelas ventas" (quase um dragão mesmo) até a INSINUANTE empresa da história e baseada em meus direitos de consumidora, exigi o cancelamento das compras e a devolução do meu dinheiro.  Fiquei perplexa quando descobri que meus pedidos nem tinham saído do Estado de onde a tal loja possui sede e, pior, esses mesmos pedidos nem constavam no sistema de entrega.
 O gerente (e não mais os “subs”) me atendeu como se nada tivesse acontecido e saiu logo colocando a culpa na transportadora. Só que o bonitinho não esperava que eu o lembrasse que não fiz compra em transportadora, mas sim na INSINUANTE caloteira loja. Não consegui esconder a minha vontade de comer o fígado dele e tomar todo o seu sangue de canudinho (rsrsrs). Brincadeiras a parte, mas o que realmente senti no momento foi uma vontade imensa de voar no pescoço do cara. Briguei e ameacei escândalo, pois parece que só é assim (debaixo de muita confusão) que as coisas vão se acertando e as pessoas aprendem a respeitar as outras. Enfim, depois de muiiito, obtive meu dinheiro de volta e pude respirar aliviada.
Masssssssss... Queridos leitores... A tal loja não perde por esperar. Cada minuto em que eu poderia estar fazendo algo diferente e proveitoso, eu estava ocupada em espalhar a irresponsabilidade, a falta de comprometimento, enfim, a sacanagem desta loja para com seus clientes. Todos os sites possíveis e imagináveis de reclamações foram visitados por mim. O PROCON também foi de grande utilidade.
E, lógico que não poderia faltar, um protocolo de reclamação por danos morais num juizado desses da vida (rsrsrs). Bom, a audiência de conciliação já foi marcada. Está um pouco distante, é verdade. Mas seria estranho se fosse rápida quando se trata do nosso “devagar quase parando” Judiciário.
Resta-me esperar pra saber como isso tudo vai acabar. Realmente eles não fazem idéia da pedra que eu estou sendo no sapato deles. Pode ser uma pedrinha pequenininha, mas se várias pedrinhas se juntarem, irá fazer uma grande diferença. O que não podemos deixar acontecer, enquanto consumidores e clientes, é que INSINUANTES lojas desta laia, acabe com nossos nervos. Devemos requerer nossos direitos e lutar para obtê-los. Essas lojas que vivem INSINUANDO um bom atendimento, uma boa venda e não cumprem com suas obrigações para com seus clientes, deveriam fechar suas portas. Acontece que, o que as mantêm na ativa, são pessoas menos esclarecidas que não conhecem seus direitos e que, mesmo quando os conhecem, não acreditam na Justiça quando resolvem exercê-los.
Pena (para a INSINUANTE loja) que comigo não colou a falcatrua deles.
Querida INSINUANTE loja, me aguarde!




sábado, 8 de janeiro de 2011

Ano Novo: Pedaços de sonhos e cobertura de fantasia...

Diante de tanta confusão, algumas raivas e desgostos sentidos em 2010, é inconveniente deixar de comentar sobre as esperanças relacionadas ao ano que está iniciando. Começamos, então, a imaginar como seria vivenciar o ano novo com todos os nossos desejos realizados: muitíssimo dinheiro, saúde, paz, amor e etc. Como seria maravilhoso ter a oportunidade de comprar o que quisermos, viajar para os lugares mais lindos e loucos, nunca sentir uma dorzinha de cabeça e nem no dedão do pé, não ter tristezas ou fúrias e encontrar aquela companhia certa que faz idealizar como seria fantástico compartilhar todos os momentos com ela.
Tem pessoas que ainda conseguem se lembrar das outras. Pensam em como seria bom ajudar os mais necessitados, não só de bens materiais, mas de espirituais. Quando falo de bens espirituais me refiro a uma boa conversa, a oferta de um ombro amigo, uma visita em boa hora e outras formas de fazer o bem. Lógico que isso tudo deve ser direcionado a quem realmente precisa e não a quem se utiliza deste momento de confraternização para abusar da bondade alheia e se fazer de vítima  (e isso já foi comentado em meu primeiro texto). Poupem-me...
Por um momento, penso que saímos de nossa realidade para darmos um delicioso passeio num mundo de sonhos, ou porque não dizer, no "mundo de Alice" (aquela mesma do país das maravilhas). Imaginamos tantas coisas boas, só boas. As coisas  denominadas "ruins"  (problemas, desgostos, desavenças, decepções e outras formas de nos tirar o "doce" sossego) são deixadas em segundo plano e nem são sequer cogitadas em nosso pensamento durante este período. Isso seria ótimo se o reloginho despertador da vida, aquele que nos traz de volta a realidade, não tocasse.
Mas... Infelizmente... Queridos e queridas... Ele toca. Toca e parece que não cansa de tocar. E aí vem tudo junto: problemas e mais problemas. Mas nem sempre, necessariamente tem que vir um problema atrás do outro. Ele vem sempre alternando com coisas boas. Pois é, um problema, à segunda vista, poderia ser uma solução. Então porque sofrer por antecipação???
A vida seria medíocre e desinteressante se fosse um eterno mar de rosas. Se fosse assim, é quase certo que as pessoas iriam provocar algum desprazer (a elas mesmas ou às outras) para que tudo saísse do marasmo da tranqüilidade. E sabe por quê? Porque precisamos passar por questões problemáticas como maneira de realizar constantes reavaliações em nossos pensamentos e ações. Precisamos de agitação e estímulo em nossas vidas. Isso é próprio do ser humano. É óbvio que, sem problemas, ficaria tudo uma maravilha. Mas, infelizmente, eles estão aí mesmo, em nossa frente para serem enfrentados. Devemos, indubitavelmente, aprender a conviver com os nossos problemas e não torná-los obstáculos intransponíveis. Temos a obrigação renovar nossas forças e nossa fé em cada ano que se inicia.
Termino aqui meu pensamento, desejando que 2011 seja melhor que 2010. Que seja um ano de muita prosperidade, saúde, paz e amor. Que os meus e os seus desejos se realizem. Se eles não se realizarem, que possamos entender o porquê da não realização e não sofrer, por demais, o desalento. Muitos anos ainda virão para muitos de nós, mas aproveitemos esse de 2011 a cada instante para refletirmos sobre nossas vidas e atitudes tomadas e não tomadas.
Então, Feliz Ano!