Quem sou eu

Minha foto
Sou quem acredita que opiniões maduras, sensatas e imparciais são escutadas, respeitadas, mas... não significa que estas serão acatadas.

domingo, 23 de outubro de 2011

Com meu ex (relacionamento) aprendi....

Numa de muitas leituras pelo mundo da internet, encontrei um texto muito interessante sobre relacionamentos, ou melhor, ex relacionamentos. Trata-se o mesmo como um aprendizado importantíssimo para que não se cometa os mesmos erros do passado. Particularmente achei-o de grande relevância na obtenção do sucesso em novas conquistas e foi por isso que postei-o aqui.
Espero que gostem e que, no final, possam retirar suas próprias conclusões com relação aos seus antigos relacionamentos.



‎"Graças ao meu ex": decepções amorosas guiam novo relacionamento

Graças ao ex, Angelica aprendeu a não se deixar levar por exploradores.
Traumáticos ou não, rompimentos mostram o que as pessoas consideram importante e inaceitável na vida a dois

Ricardo Donisete, especial para o iG...
A memória de um ex-namorado desperta rancor, dor, risadas e, em alguns casos, até alívio. Relatos sobre relacionamentos terminados inundaram o Twitter na última semana nos Estados Unidos. Usando a hashtag #ThanksToMyEx, que em português significa algo como “Graças ao meu ex”, internautas compartilharam frases sobre o que aprenderam com o ex-namorado e a antiga relação amorosa. Em poucas horas o tópico foi o mais comentado do país, mostrando que o “ex” passa, mas a lição de vida fica.
“Você não foi um erro, foi apenas uma lição. Você não era ruim, mas eu merecia coisa melhor”, dizia uma das mensagens mais repassadas pela rede social. “Graças ao meu ex eu sei o que procurar no meu novo namoro”, disse outra internauta. As relações amorosas, mesmo as mais complicadas, deixam ensinamentos úteis nas uniões posteriores.

“Graças ao meu ex”Os brasileiros também têm muita história para contar. Inspirados no movimento americano, o Delas perguntou para outros internautas qual foi a lição de seus relacionamentos passados. Angelica Caceres Olave, de 28 anos, diz que graças ao ex aprendeu a "não se deixar levar por exploradores". A administradora paulistana namorou por três meses um homem que trouxe prejuízo para o coração e o bolso. “Sempre que saíamos, ele estava sem dinheiro e eu pagava. Dizia que iria receber tal data e que me pagaria de volta. Por fim, acabei descobrindo que ele não trabalhava, tinha três ou quatro filhos e já tinha lesado outra pessoa antes de mim”, conta ela, que sentia alguma coisa errada com o parceiro, mas se deixou a relação evoluir.
O diretor de tecnologia da informação, Eder Murilo Onorio, 25 anos, acha que os relacionamentos antigos o tornaram mais maduro. “Atualmente estou em um namoro de quase dois anos, que está sendo totalmente diferente de todos que tive até hoje”, explica. “Graças a ex aprendi a me dar mais valor. Em relacionamentos passados eu me anulava para satisfazer a outra pessoa, vivia mais a vida dela que a minha”, complementa.
Renata Falavinha, de 25 anos, analista de recursos humanos, terminou um namoro há pouco mais de um ano porque também se sentia anulada. “Ele não queria que eu saísse com meus amigos, tinha ciúmes. Queria que eu ficasse mais em casa. Mas vejo que ele não me obrigou, eu é que aceitei e fui submissa”, analisa Renata. Escolada pela experiência, ela recentemente rejeitou um pretendente que lhe pediu para cancelar uma noite de cinema com as amigas para ficar com ele. “Não caio mais nessa armadilha”, promete.

Bagagem emocional Um coração partido também ajuda a traçar limites do que é desejável e condenável na vida a dois. Para que a bagagem emocional não pese nas costas, o segredo é refletir e descobrir o que carregar ou não para o futuro. “Todas as experiências de afeto interrompidas deixam sentimentos ambíguos. Nós precisamos transformar esses aspectos em trilhas para novos caminhos”, aponta a psicanalista Dora Gurfinkel, membro-fundadora da Escola Brasileira de Psicanálise Movimento Freudiano. “Nenhuma experiência de vida deixa a gente igual. É preciso reatualizar as nossas experiências porque a vida não zera a cada nova relação”, prossegue.
As relações antigas nos acompanham a vida toda. Dora diz que quem não faz uma reflexão sobre os equívocos cometidos nas relações antigas provavelmente vai repetí-los nos próximos envolvimentos. “Quando não somos claros com nós mesmos e camuflamos nossa própria história, naturalmente, repetimos os mesmos erros inconscientemente. Não refletir sobre a nossa vida é dizer um não para nós mesmos”, sentencia a psicanalista.
http://delas.ig.com.br/amoresexo/gracas-ao-meu-ex-decepcoes-amorosas-guiam-novo-relacionamento/n1597305876143.html

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

O GOLPE DA BARRIGA NO ALCANCE DA PENSÃO ALIMENTÍCIA

O “golpe da barriga”, também conhecidíssimo como “golpe do baú”, sempre foi assunto antigo e comum. É muito utilizado seja para segurar um sujeito num casamento arranjado, quase que forçado (agarrando o bode pelo chifre) ou, simplesmente, para conseguir arrancar uma pensão (de preferência muito polpuda), que vai proporcionar tempos tranquilos para despesas extras. A gravidez é constantemente usada como vantagem financeira para a obtenção da pensão alimentícia.
Isso, todo mundo sabe, ou pelo menos, deveria saber.
O que muita gente não tem conhecimento é que existem algumas leis recentes que favorecem, em muito, este tipo de golpe. As leis, praticamente, institucionalizaram e legalizaram o golpe da barriga. O risco de sofrer desta má sorte ficou muito maior.
A quantidade de homens vítimas desta “maré de azar” é assustadora. São homens que levaram o tal golpe, e, agora, não sabem o que fazer. Este fato denuncia a falta de conscientização dos homens sobre o assunto, resumida em dois grandes pontos cruciais: a falta de conhecimento sobre a legislação e o excesso de confiança na companheira.

 Infelizmente, não há muito que fazer para ajudar esses vitimados homens quando a corda já se arrebentou (quando a sementinha já foi plantada). No caso deles, resta tentar administrar o problema. Tentar pagar uma pensão menor, e prestar atenção em sinais de alienação parental.

Tudo isso leva a confirmar que o homem precisa se conscientizar do seguinte: ele é a parte mais frágil da relação. A justiça e as leis estão todas contra ele. Cabe ao mesmo se prevenir. Cabe ao mesmo fugir e evitar o tal golpe. Depois que do ato consumado, só restam os pêsames! Ninguém poderá ajudar. Nenhum juiz terá compaixão.
É necessário tomar cuidado com alguns fatores de risco:
1 – Métodos contraceptivos: Você é convencido a não usar a camisinha. São inventadas várias desculpas esfarrapadas. Algumas mulheres falam que a camisinha é incômoda ou que tomam, religiosamente, as tais pílulas anticoncepcionais. Tem aquelas que tentam, a qualquer custo, tirar sua camisinha durante a relação sexual (sem contar algumas sabichonas que, maquiavelicamente, as rasgam). Às vezes, o homem cai naquela de “quando eu for gozar, eu tiro” (aí está o cúmulo da burrice do homem).
2 – Bode expiatório: Ela engravida de outro. O autor da “barriga” some, e não assume a criança. No desespero, ela te chama para fazer aquele sexo casual. Vocês transam sem camisinha e você se transforma, como num “passe de mágica” no pai do ano. 
3 – Retorno surpresa: Ela namorava você. Vocês terminaram. Ela arruma outro e tem um lindo filho com ele. Depois, reaparece (do nada) para você. Chorando (lágrimas de crocodilo), inventa que você a abandonou grávida. E agora? Os bons de coração assumem a paternidade de imediato. A pergunta é: Você é bom de coração?
4 – Mãe solteira: Vocês começam a namorar e ela já tem um filho. Vocês iniciam uma união estável. Depois, vem a tal separação. Em sua opinião, qual seria a primeira reação dela? E ela vai requerer a pensão para o filho na justiça, é lógico!
5 – Ricardão Jr: Vocês são casados e nem paira aquela leve desconfiança de que a “bonitona” é adultera. Você acaba acreditando que o filho que nasceu desta união linda e feliz é seu, acreditando ser desnecessário, o pedido do exame de DNA. Os anos se passam e você descobre, muito tardiamente, que o filho não tem nem o branco do olho parecido com você, levantando graves suspeitas de que o filho não é seu. Pior de tudo é que a justiça dificilmente admitirá que você desfaça o bendito reconhecimento de paternidade. Entende-se, nesses casos, que pai é justamente aquele que registra a criança.
7 – Pós-transa: Ela pega a camisinha usada e engravida usando aquele sêmen!!! Já ouviu falar em auto inseminação? Está na moda ultimamente. É um método que está sendo muito utilizado pelas golpistas de plantão.
Enfim, são inúmeras as formas de concretização do golpe da barriga e muitas mulheres se dão muito bem com elas. São mulheres incompetentes e covardes que buscam relacionamentos para engravidar por interesse financeiro pelos direitos legítimos dos filhos e depois correr para a Justiça, se beneficiando da visão antiquária de alguns Magistrados, para conseguir liminarmente vantagem financeira e patrimonial.
Cabe ressaltar que, evidentemente, a maioria das mulheres que buscam as Varas de Família é por motivo justo, visando garantir o direito de seus filhos, contra aqueles homens que deixam de cumprir com o seu dever paterno. O que não pode acontecer é a padronização das decisões de modo que venha a favorecer litigantes de má fé e desclassificar o homem na busca de seus direitos enquanto pai.
É dever dos Magistrados, principalmente, das Varas de Família atentarem para as consequências que suas decisões podem provocar, envidando esforços para evitar uma visão ultrapassada, tendo em vista que não é somente a mãe que sabe por que o filho está chorando. Além do mais, o homem (sexo masculino) é um ser humano como qualquer outro, dotado de sentimentos, de necessidades materiais e de seus direitos como cidadão, por isso, é necessário, definitivamente, por fim a visão equivocada de que ao homem resta apenas o dever de pagar a tal PA (pensão alimentícia).

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Um estádio de riqueza num Estado de pobreza...


Nos últimos dias, fui surpreendida com a seguinte notícia bombástica: "A determinação da governadora Roseana Sarney sobre a reforma do Estádio Castelão foi bem clara: o principal palco do futebol maranhense tem que reabrir durante as comemorações do aniversário de São Luís, em setembro de 2012. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (27) pelo secretário de Infraestrutura (Sinfra), Max Barros, que, em entrevista ao repórter Marcial Lima, da Mirante AM, acredita que, para cumprir esta “missão”, o governo do Estado precisará desembolsar de R$ 30 a 37 milhões." (Fonte:http://imirante.globo.com/esporte/noticias/2011/04/27/pagina272540.shtml)
Pasmem! O Governo do Estado, na atual conjuntura, prefere dar prioridade a um estádio que está caindo aos pedaços, cujas reformas irão fazer uma grande diferença (e falta ?) aos cofres públicos.
Ah... Os pobres cofres públicos! Coitadinhos deles... Estão prestes a serem detonados.  Não é isso que o Governo defende ferozmente quando os funcionários públicos do ramo da Educação, Segurança, Saúde e outros, imploram por um aumento em seus suados e penosos salários? Até que ponto está valendo as deficiências de um Estado que ocupa um dos primeiros lugares no índice de pobreza do Brasil? Talvez, para a Excelentíssima Dirigente do Estado e seus secretários, partidas de futebol tenham mais valor que a construção de escolas, postos de saúde, manutenção de hospitais, delegacias, etc. Poderia passar horas enumerando as precariedades existentes no Maranhão, visto que elas chegam aos milhares.
E o que dizer da antiga tentativa de recuperação proposta para o tal estádio? O contrato do mesmo encontrava-se cheio de irregularidades que não chegaram a ser comentadas, quando questionadas ao Sr. Secretário Max Barros. Por que será? Como acreditar que alguma coisa pode ser certa e lícita se já teve uma tentativa frustrada, sabe-se lá o motivo? É bom ficar com os dois pés atrás. Todo o cuidado é pouco quando se tem milhões na jogada.
O que será que está por trás dessa pressa descontrolada em ajeitar o que pode não ter mais jeito? Cabe lembrar que não tenho nada contra os desportistas do estado. Só acho que esse dinheiro deveria ser gasto em obras que realmente sejam importantes para a população.  Acredito que até mesmo os desportistas fiquem com a tal suspeita que me perturba nesse momento. Isso tudo seria por amor à cidade de São Luís? Isso seria pelos 400 anos da cidade? Com certeza, esse aniversário está saindo caríssimo para os maranhenses que se encontram abaixo da linha da miséria e que necessitam de condições mínimas de sobrevivência.
Defendo que a população deveria ser consultada antes da realização desta manutenção homérica. Poderia ser realizada uma espécie de votação onde a população identificaria as verdadeiras prioridades do estado. Mas será que a Execelentíssima ficaria satisfeita com o resultado de tal pesquisa com o público? Talvez o resultado fosse uma boa oportunidade da “Autoridade do Estado” cair em si e se dar conta de que a sua "prioridade" não é a mesma de seu povo. Será que o bom senso e a boa vontade imperariam na solução deste questionamento? Ou será que devemos acreditar que, no Maranhão, obras que levam o nome de seus CORONÉIS, não podem ser destruídas ou deixadas em segundo plano???

domingo, 27 de março de 2011

Câmara Cível do TJMA confirma proibição de propaganda da Prefeitura de São Luís


No dia 24 de fevereiro de 2011, em sessão realizada pela 3ª Câmara Cível do Tribunal  de Justiça do Maranhão (TJMA), ficou judicialmente proibida pela referida Corte, a utilização de alguns meios considerados ilícitos por parte do nosso digníssimo prefeito de São Luís, João Castelo e toda sua máquina administativa. O senhor prefeito é acusado de mostrar os poucos e precários serviços prestados à população, através de propagandas em rádios e TV aberta, para se promover.

O pior é que, mais uma vez, na tentativa de ludibriar a sociedade, a defesa de João Castelo (e sua trupe0 alega que a divulgação desses trabalhos realizados (que não são mais do que a obrigação da prefeitura para com a população) possuem caráter puramente informativo. Desmentem qualquer tipo de ligação desta "inocente" publicidade com uma possível campanha na tentativa de reeleição por parte do atual prefeito. Acredite quem quiser, né?

A matéria abaixo foi retirada (colada e copiada) do site do TJMA:

"A Prefeitura de São Luís continua proibida de exibir propagandas em TV e distribuir peça publicitária referentes a entrega de material escolar e obras de asfaltamento, divulgadas em novembro de 2009, por caracterizar promoção do prefeito João Castelo e outros agentes políticos.

A decisão da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), nesta quinta-feira, 24, confirma a determinação de dezembro de 2009, do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, Carlos Henrique Veloso.

A determinação de primeiro grau atendeu a Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPE) também de 2009, que se baseou em publicidade institucional indevida, por meio de inserções veiculadas, à época, diariamente na TV aberta, caracterizando promoção do prefeito João Castelo e outros agentes políticos, durante entrega de material escolar a alunos da rede pública de ensino e inauguração de obras.

Diante dessas alegações, o MPE solicitou que se torne definitiva a obrigação do poder público de não fazer qualquer tipo de publicidade de promoção a qualquer autoridade pública.

A defesa contestou a decisão, ressaltando que houve falta de embasamento, na medida em que a publicidade realizada em novembro de 2009, teve caráter informativo. Alega, ainda, que a veiculação não teve a finalidade de promover o prefeito João Castelo, pois o mesmo não concorrerá a cargo eletivo nas próximas eleições.

O relator do processo, desembargador Stélio Muniz, observou, em seu voto, o fato de a Prefeitura de São Luís não ter demonstrado de forma satisfatória as insuficiências dos embasamentos questionados, incluindo a legalidade da propaganda institucional sob o argumento de que o gestor público não concorrerá a qualquer cargo eletivo.

Os desembargadores Cleones Cunha e Anildes Cruz acompanharam a determinação.

Joelma Nascimento
Assessoria de Comunicação do TJMA
asscom@tjma.jus.br
(98) 2106-9023/9024 "


A dificuldade de governantes em terminarem o que começaram....









Atualmente, passeando pelas ruas da capital maranhense, observa-se uma tentativa desesperadora por parte de alguns governantes, de mostrar alguns trabalhos de suas gestões para a população desacreditada e desconfiada de São Luís. Hum... Acho melhor começar dar nomes aos bois (gente, isso é só um ditado popular)... Não adianta tentar tampar o sol com a peneira. A esculhambação está tão grande que seria impossível não saber de quem se fala. Pois bem, para os que possuem raciocínio lento, o escolhido de hoje, para ser o alvo de críticas consideradas construtivas, será nosso ilustríssimo “mais perdido do que cego em tiroteio” Senhor Prefeito de São Luís, João Castelo.
As ações realizadas pelas boas e nobres almas caridosas deste nosso representante e de toda a sua trupe chegariam a ser comoventes, se não fossem, antes de mais nada, revoltantes. Contudo, obteve-se junto com essa tão repentina “boa-vontade” de nossa prefeitura, uma descoberta extremamente interessante: a dificuldade do Senhor Prefeito em conseguir terminar as obras iniciadas que, diga-se de passagem, são de péssima qualidade. Pois é, o nobre cidadão e sua turma não conseguem terminar as ações que iniciam.
Em uma rua ou avenida com, por exemplo, 10 crateras e 20 buracos considerados rasos (mais capazes de arruinar com a vida de pedestres e motoristas), somente uns cinco buraquinhos de nada são tapados porcamente. A tal operação “tapa-buraco”, que deveria se chamar "tapa-mal-buraco", não chega nem à metade da rua que se encontra completamente intrafegável. O restante fica para a população não perder o costume de desviar ou cair numa dessas indesejáveis e inevitáveis aberturas. Levando para o lado irônico da problemática, parece até que os “sortudos” buracos que são fechados (vale lembrar que são fechados provisoriamente até a próxima chuva) foram contemplados por uma espécie de sorteio. Fecha-se um buraquinho aqui, pula-se aquele ali que é mais fundinho e que requer maior quantidade de camada asfáltica... E por aí vai...
E já ia esquecendo de citar as pobres ruas das periferias que, esperançosamente e sem ter nem um pedaço de asfalto que sirva de amostra, esperam para receber qualquer melhoria que seja. Tem lugares que até a mera passagem de um rolo compressor faria a alegria geral dos moradores. E aí está uma prova de que nossa sociedade aprendeu a se contentar com tão pouco. O mínimo se transforma em máximo. E é justamente por isso que São Luís ainda está muito longe de perder o título quase vitalício de “Cidade dos Buracos”. O páreo é duro, muito duro, é duríssimo.
Citemos agora as nossas praças que se encontram abandonadas. As mesmas se possuem bancos, não possuem iluminação pública, o que contribui para a ação dos meliantes durante a noite. Algumas, quando possuem iluminação pública, não são limpas, não possuem canteiros, o que demonstra o alto grau de depredação. Mesmo assim, a prefeitura insiste em afirmar que várias praças da capital estão sendo restauradas. Onde? Como? Talvez a troca da lâmpada de um único poste aos arredores, remedar um banco que não tem mais onde se possa remendar, colher o lixo uma vez por mês, capinar uma vez por ano, seja sinônimo de restauração.  Mais uma vez se observa serviços inacabados e, até mesmo, não iniciados. Enfim, na prefeitura de São Luís tudo pode acontecer. E tem gente que se considera agraciado por ter um “espaço”, um terreninho, por mais precário que se apresente, para seus meninos poderem correr e brincar à vontade.
É lamentável a falta de respeito. É impressionante a confiança que a tal prefeitura possui em acreditar que governa uma cidade repleta de otários e conformados com essas situações. Chega a ser desafiadora e debochada a estratégia de comando do Excelentíssimo Senhor Prefeito ao imaginar e acreditar que pode fazer (ou não fazer) e acontecer no seu mandato.
O pior, meus amigos, é que ele pode. Pode tanto, que está fazendo tudo o que não presta (ou não está fazendo nada mesmo). Devemos refletir sobre o que esperar de um prefeito que, provavelmente, vai tentar uma reeleição, e que não consegue terminar de ajeitar uma ruazinha ou uma pracinha, por menor que elas sejam. Aqui falei só de uma praça e uma rua. Sabemos que uma cidade não possui só isso. É uma estrutura muito mais complexa e que precisa de pessoas inteligentes e competentes à sua frente. Podemos, então, confiar nesta criatura que confunde o começo com o fim? Infelizmente, nós é quem sabemos...




quarta-feira, 23 de março de 2011

Vai um filho aí? Não obrigada!

OBS: Esse texto não é necessariamente direcionado ao público feminino. Homens conscientes e que possuem suas mentes abertas a qualquer tipo de discussão sobre o assunto, podem usufruir à vontade.




Você (mulher) possui entre 30 e 40 anos, é solteira ou tem um relacionamento estável, enfim, vive muitíssimo bem e extremamente feliz sozinha ou acompanhada. Processo absolutamente normal se não demorasse muito a escutar da família, amigos, conhecidos e até mesmo dos desconhecidos a seguinte pergunta, que possui um considerável tom de cobrança: “Quando você vai ter filhos?”. Ocorre que a maioria das pessoas não está preparada para a seguinte resposta: “Filhos, não os quero!”.
Ao publicizar em alto e bom tom a sua opção por não querer ser mãe, prepare-se para ser analisada como se fosse uma espécie rara e em extinção. Muitas pessoas consideram a maternidade um acontecimento natural na vida de uma mulher. O fato de você não querer seguir este curso natural de ser mulher (que, em minha opinião, chega a ser uma imposição), é uma transgressão às leis da natureza e, até mesmo, às Leis Divinas. De acordo com os defensores da maternidade, toda mulher tem que ser mãe. Isso soa uma obrigatoriedade horrorosa e parece não dar outra opção para quem ainda possui dúvidas sobre se render ou não à maternidade.
Os argumentos para quem recusa o papel de mãe são os mais variados. No entanto, a “liberdade” é o fator mais defendido por todas. Usufruir da liberdade de dormir noites inteiras, de viajar livre de preocupações, de se dedicar inteiramente ao trabalho sem ser escrava do tempo para trocar fraldas, dar mamadas ou papinhas, ir buscar ou deixar as crianças na escola, enfim, a liberdade de poder ir e vir e até de poder ficar num só lugar, sem se preocupar com quem dependerá de você por um longo tempo de sua vida.
O problema é que, atualmente, a pressão por engravidar ainda é muito grande. De acordo com a psicóloga Luci Mansur, até hoje o modelo de família é parecidíssimo com o de várias décadas atrás: “enquanto os homens assumiram o sustento da família, para as mulheres, a procriação se tornou garantia de felicidade, de adequação à natureza feminina, e um meio de manter um reconhecimento social”. Meninas crescem ouvindo que só se realizarão plenamente se parirem. Afinal, fêmeas servem para procriar. É biologicamente comprovado. Talvez, as palavras “parir” e “fêmea” soem um tanto pesadas. Mas será que devemos ainda pensar desta forma mesmo depois da tão propagada “revolução sexual”? Seria um tanto hipócrita por parte de alguns metidos a puritanos.
Bom... Voltemos ao nosso tema tão polêmico. Muitas mulheres resolvem ter filhos apenas por tê-los. Será que isso é o correto? São mães incapazes de propiciar carinho e atenção. Será que não seria mais sensato pensar em todas as dificuldades pós- parto, antes de engravidar?  Ter um filho significa abnegar muitos objetivos e conquistas. Isso tudo deve ser pensado antes de você jogar em uma criança, suas culpas e frustrações por não ter conseguido chegar ao cargo que tanto almejava na empresa, por não ter conseguido dormir uma boa noite de sono, por não conseguir render em seu trabalho, por não ter feito as viagens que gostaria, por não poder ir àquela festa badaladíssima por não ter com quem deixar seu filho, por não poder colocar aquela roupa porque você ficou gorda, cheia de celulites e estrias depois da gravidez, por não poder proporcionar uma boa educação, por não poder pagar uma boa escola, por não poder pagar um bom plano de saúde. Poderia citar aqui mil motivos. Eles estão sempre sendo comentados a todo instante por uma mãe e outra.
Cabe ressaltar que o texto não trata de uma bandeira contra a maternidade, mas sim de uma defesa e respeito à livre escolha de não querer ter filhos. Defendo que é uma decisão que deve ser muito bem refletida antes de ser tomada. Obviamente, tudo na vida tem suas vantagens e desvantagens. Ser mãe, pelo que vejo, também tem seu lado bom. Segundo relatos, não há nada de mais gratificante do que gerar outro ser. Acredito que só sendo mãe mesmo, para sentir a presença de Deus tão próximo. Seria o ápice de demonstração do amor: uma vida gerando outra vida. É algo que deve ser muito emocionante. Esperar meses, enquanto seu corpo muda. E cada mudança é uma novidade comemorada. As primeiras mexidas do bebê são acontecimentos que deixam mãe e pai abobalhados. Passar horas imaginando como será rostinho, o cabelo ou o tom da pele do bebê, deve ser algo maravilhoso. E quando eles nascem? Hum... Na realidade, eles não nascem somente sendo “filhos”. Nascem sendo a razão de viver de seus pais. A rotina da casa e da família muda. Tudo é em função o bebê. Cada dia é uma descoberta e aumenta a felicidade de ser mãe. De repente, você pode se imaginar sem tudo (esposo, carro, trabalho, dinheiro, etc.), mas nunca sem seu filho.
Particularmente adoro crianças, de preferência as educadas. Sou tia e pretendo continuar exercendo somente esta função, por enquanto. Digo que não quero ter filhos, mas posso, um dia, acordar com uma imensa vontade de ser mãe, de sentir tudo o descrito acima. Posso também nunca sentir este desejo em minha vida. Nunca se sabe o que vai acontecer no dia de amanhã. A única coisa que tenho certeza é que ninguém deve influenciar em minha decisão de ser ou não ser mãe. E sabe por quê? Porque isso não seria correto e justo, nem comigo e nem com meu filho (a). Porque essa será uma decisão que cabe, primeiramente, a mim. Por isso,  única certeza que tenho e que só assumirei a maternidade no dia e se um dia eu quiser.

 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Lar, pequeno doce lar.

Hoje estive pensando novamente, depois de ser quase vítima de um calote por parte de insinuantes lojas, na dificuldade que está sendo organizar os móveis em meu apartamento. Esclareço-vos que tais móveis foram comprados em lojas que, até o presente momento, não me deram problemas com entregas ou montagens. Comunico, também, a todos, que o apartamento é do tamanho de um “ovo”... Isso mesmo! Pasmem... O apertamento (opa... corrigindo: apartamento) é um ovo e digo mais: parece que é de codorna. Pasmem mais uma vez...
Durante minha busca por um imóvel, tive a oportunidade de perceber que, na ânsia de querer o que é seu, o cidadão quase não se dá conta de que vai se meter na aquisição de uma “lata de sardinha” para morar. Os apartamentos estão cada vez menores. De acordo com pesquisas, o setor imobiliário está investindo em construções de imóveis com até 55m². São apartamentos direcionados para quem faz a opção de morar sozinho e casais que não pretendem ter filhos ou que possuem uma ou duas crianças, no máximo. Então, somos levados a pensar que a culpa disso tudo está na mudança de estrutura da família brasileira, visto que, ninguém mais quer casar e sim morar sozinho. E quando optam pelo casamento, não possuem a mesma quantidade de filhos que nossos antepassados. Realmente, o número de membros da família brasileira diminuiu consideravelmente.
Estamos tratando aqui de um imóvel só para poucos, ou melhor, para pouco (espaço). No meu caso, até que gostei da sala e dos quartos, mas lamento informá-los que meu banheiro não é apropriado para aqueles que usam tamanho G, GG e assim sucessivamente. Pois é... Gordinhos, nem pensar em pegar um desses apartamentos, pois, infelizmente, vai ficar complicado o trânsito no banheiro para desenvolver qualquer tipo de atividade. Começo a desconfiar que estes imóveis foram projetados por alguém muito admirador de “modelitos” magérrimos ou por alguém que tenha uma tendência camuflada à anorexia. Do tamanho de toalete, eu não gostei de verdade.
Outra coisa... Nada de procriar demais. Não é apropriada a existência de uma prole muito numerosa. Para quem quer se multiplicar, a opção mais sensata é ter só um ou, no máximo, dois filhos do mesmo sexo. Já pensou sua filha brigando com seu filho, exigindo um quarto só pra ela? Qual seria a sua reação? Alguém teria que desfrutar do aconchegante sofá de dois lugares. Isso mesmo... Sofá só de dois lugares, porque o de três, dependendo do tamanho, não caberia na sala.
Nada de encher o imóvel de cacarecos, ou você pode acabar ficando do lado de fora do seu lar,  pequeno doce lar. É que pela lei da física chamada Impenetrabilidade, DOIS CORPOS NÃO PODEM OCUPAR O MESMO ESPAÇO AO MESMO TEMPO. No caso, o espaço em estudo, é o seu apartamento. Você e seus cacarecos (quase todos sem muita utilidade, creio eu) não podem ocupar o mesmo local. Entre eles e você, quem será o escolhido? Quem?
Aqueles proprietários de relíquias de família e que são criaturas distintas e de bom coração, podem começar a doar as mesmas para pessoas que realmente necessitam dessas tranqueiras.  Muita gente iria ficar extremamente feliz em receber um sofá, uma mesa, cadeiras e outros utensílios domésticos que certamente atrapalhariam a sua locomoção dentro de seu novo imóvel, mas que iriam fazer a felicidade dos que realmente necessitam deles. Não seria uma excelente hora de começar a praticar uma boa ação?
No entanto, após toda essa apreciação minuciosa, cabe ressaltar que o “ovo” tão criticado acima pelo seu tamanho quase microscópico, é onde irei morar em pouco tempo. E estou feliz demais da conta com a “grande” aquisição. Tenho mil projetos com ele sendo pequenininho assim... Imagina se ele fosse maior?
Vai ser lá que vou chegar cansada depois de um longo e entediante dia de trabalho. Vai ser lá que, depois de um relaxante e delicioso banho, vou refletir sobre os acontecimentos do dia que passou e dos dias que ainda virão. Será lá que irei fazer planos e projetos para meu futuro. É lá que irei sonhar com a felicidade e curtir minhas decepções. Enfim, ele é meu...   E é isso o que realmente importa, não é mesmo?