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Sou quem acredita que opiniões maduras, sensatas e imparciais são escutadas, respeitadas, mas... não significa que estas serão acatadas.

sexta-feira, 29 de abril de 2011

Um estádio de riqueza num Estado de pobreza...


Nos últimos dias, fui surpreendida com a seguinte notícia bombástica: "A determinação da governadora Roseana Sarney sobre a reforma do Estádio Castelão foi bem clara: o principal palco do futebol maranhense tem que reabrir durante as comemorações do aniversário de São Luís, em setembro de 2012. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (27) pelo secretário de Infraestrutura (Sinfra), Max Barros, que, em entrevista ao repórter Marcial Lima, da Mirante AM, acredita que, para cumprir esta “missão”, o governo do Estado precisará desembolsar de R$ 30 a 37 milhões." (Fonte:http://imirante.globo.com/esporte/noticias/2011/04/27/pagina272540.shtml)
Pasmem! O Governo do Estado, na atual conjuntura, prefere dar prioridade a um estádio que está caindo aos pedaços, cujas reformas irão fazer uma grande diferença (e falta ?) aos cofres públicos.
Ah... Os pobres cofres públicos! Coitadinhos deles... Estão prestes a serem detonados.  Não é isso que o Governo defende ferozmente quando os funcionários públicos do ramo da Educação, Segurança, Saúde e outros, imploram por um aumento em seus suados e penosos salários? Até que ponto está valendo as deficiências de um Estado que ocupa um dos primeiros lugares no índice de pobreza do Brasil? Talvez, para a Excelentíssima Dirigente do Estado e seus secretários, partidas de futebol tenham mais valor que a construção de escolas, postos de saúde, manutenção de hospitais, delegacias, etc. Poderia passar horas enumerando as precariedades existentes no Maranhão, visto que elas chegam aos milhares.
E o que dizer da antiga tentativa de recuperação proposta para o tal estádio? O contrato do mesmo encontrava-se cheio de irregularidades que não chegaram a ser comentadas, quando questionadas ao Sr. Secretário Max Barros. Por que será? Como acreditar que alguma coisa pode ser certa e lícita se já teve uma tentativa frustrada, sabe-se lá o motivo? É bom ficar com os dois pés atrás. Todo o cuidado é pouco quando se tem milhões na jogada.
O que será que está por trás dessa pressa descontrolada em ajeitar o que pode não ter mais jeito? Cabe lembrar que não tenho nada contra os desportistas do estado. Só acho que esse dinheiro deveria ser gasto em obras que realmente sejam importantes para a população.  Acredito que até mesmo os desportistas fiquem com a tal suspeita que me perturba nesse momento. Isso tudo seria por amor à cidade de São Luís? Isso seria pelos 400 anos da cidade? Com certeza, esse aniversário está saindo caríssimo para os maranhenses que se encontram abaixo da linha da miséria e que necessitam de condições mínimas de sobrevivência.
Defendo que a população deveria ser consultada antes da realização desta manutenção homérica. Poderia ser realizada uma espécie de votação onde a população identificaria as verdadeiras prioridades do estado. Mas será que a Execelentíssima ficaria satisfeita com o resultado de tal pesquisa com o público? Talvez o resultado fosse uma boa oportunidade da “Autoridade do Estado” cair em si e se dar conta de que a sua "prioridade" não é a mesma de seu povo. Será que o bom senso e a boa vontade imperariam na solução deste questionamento? Ou será que devemos acreditar que, no Maranhão, obras que levam o nome de seus CORONÉIS, não podem ser destruídas ou deixadas em segundo plano???

domingo, 27 de março de 2011

Câmara Cível do TJMA confirma proibição de propaganda da Prefeitura de São Luís


No dia 24 de fevereiro de 2011, em sessão realizada pela 3ª Câmara Cível do Tribunal  de Justiça do Maranhão (TJMA), ficou judicialmente proibida pela referida Corte, a utilização de alguns meios considerados ilícitos por parte do nosso digníssimo prefeito de São Luís, João Castelo e toda sua máquina administativa. O senhor prefeito é acusado de mostrar os poucos e precários serviços prestados à população, através de propagandas em rádios e TV aberta, para se promover.

O pior é que, mais uma vez, na tentativa de ludibriar a sociedade, a defesa de João Castelo (e sua trupe0 alega que a divulgação desses trabalhos realizados (que não são mais do que a obrigação da prefeitura para com a população) possuem caráter puramente informativo. Desmentem qualquer tipo de ligação desta "inocente" publicidade com uma possível campanha na tentativa de reeleição por parte do atual prefeito. Acredite quem quiser, né?

A matéria abaixo foi retirada (colada e copiada) do site do TJMA:

"A Prefeitura de São Luís continua proibida de exibir propagandas em TV e distribuir peça publicitária referentes a entrega de material escolar e obras de asfaltamento, divulgadas em novembro de 2009, por caracterizar promoção do prefeito João Castelo e outros agentes políticos.

A decisão da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), nesta quinta-feira, 24, confirma a determinação de dezembro de 2009, do juiz da 2ª Vara da Fazenda Pública de São Luís, Carlos Henrique Veloso.

A determinação de primeiro grau atendeu a Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público Estadual (MPE) também de 2009, que se baseou em publicidade institucional indevida, por meio de inserções veiculadas, à época, diariamente na TV aberta, caracterizando promoção do prefeito João Castelo e outros agentes políticos, durante entrega de material escolar a alunos da rede pública de ensino e inauguração de obras.

Diante dessas alegações, o MPE solicitou que se torne definitiva a obrigação do poder público de não fazer qualquer tipo de publicidade de promoção a qualquer autoridade pública.

A defesa contestou a decisão, ressaltando que houve falta de embasamento, na medida em que a publicidade realizada em novembro de 2009, teve caráter informativo. Alega, ainda, que a veiculação não teve a finalidade de promover o prefeito João Castelo, pois o mesmo não concorrerá a cargo eletivo nas próximas eleições.

O relator do processo, desembargador Stélio Muniz, observou, em seu voto, o fato de a Prefeitura de São Luís não ter demonstrado de forma satisfatória as insuficiências dos embasamentos questionados, incluindo a legalidade da propaganda institucional sob o argumento de que o gestor público não concorrerá a qualquer cargo eletivo.

Os desembargadores Cleones Cunha e Anildes Cruz acompanharam a determinação.

Joelma Nascimento
Assessoria de Comunicação do TJMA
asscom@tjma.jus.br
(98) 2106-9023/9024 "


A dificuldade de governantes em terminarem o que começaram....









Atualmente, passeando pelas ruas da capital maranhense, observa-se uma tentativa desesperadora por parte de alguns governantes, de mostrar alguns trabalhos de suas gestões para a população desacreditada e desconfiada de São Luís. Hum... Acho melhor começar dar nomes aos bois (gente, isso é só um ditado popular)... Não adianta tentar tampar o sol com a peneira. A esculhambação está tão grande que seria impossível não saber de quem se fala. Pois bem, para os que possuem raciocínio lento, o escolhido de hoje, para ser o alvo de críticas consideradas construtivas, será nosso ilustríssimo “mais perdido do que cego em tiroteio” Senhor Prefeito de São Luís, João Castelo.
As ações realizadas pelas boas e nobres almas caridosas deste nosso representante e de toda a sua trupe chegariam a ser comoventes, se não fossem, antes de mais nada, revoltantes. Contudo, obteve-se junto com essa tão repentina “boa-vontade” de nossa prefeitura, uma descoberta extremamente interessante: a dificuldade do Senhor Prefeito em conseguir terminar as obras iniciadas que, diga-se de passagem, são de péssima qualidade. Pois é, o nobre cidadão e sua turma não conseguem terminar as ações que iniciam.
Em uma rua ou avenida com, por exemplo, 10 crateras e 20 buracos considerados rasos (mais capazes de arruinar com a vida de pedestres e motoristas), somente uns cinco buraquinhos de nada são tapados porcamente. A tal operação “tapa-buraco”, que deveria se chamar "tapa-mal-buraco", não chega nem à metade da rua que se encontra completamente intrafegável. O restante fica para a população não perder o costume de desviar ou cair numa dessas indesejáveis e inevitáveis aberturas. Levando para o lado irônico da problemática, parece até que os “sortudos” buracos que são fechados (vale lembrar que são fechados provisoriamente até a próxima chuva) foram contemplados por uma espécie de sorteio. Fecha-se um buraquinho aqui, pula-se aquele ali que é mais fundinho e que requer maior quantidade de camada asfáltica... E por aí vai...
E já ia esquecendo de citar as pobres ruas das periferias que, esperançosamente e sem ter nem um pedaço de asfalto que sirva de amostra, esperam para receber qualquer melhoria que seja. Tem lugares que até a mera passagem de um rolo compressor faria a alegria geral dos moradores. E aí está uma prova de que nossa sociedade aprendeu a se contentar com tão pouco. O mínimo se transforma em máximo. E é justamente por isso que São Luís ainda está muito longe de perder o título quase vitalício de “Cidade dos Buracos”. O páreo é duro, muito duro, é duríssimo.
Citemos agora as nossas praças que se encontram abandonadas. As mesmas se possuem bancos, não possuem iluminação pública, o que contribui para a ação dos meliantes durante a noite. Algumas, quando possuem iluminação pública, não são limpas, não possuem canteiros, o que demonstra o alto grau de depredação. Mesmo assim, a prefeitura insiste em afirmar que várias praças da capital estão sendo restauradas. Onde? Como? Talvez a troca da lâmpada de um único poste aos arredores, remedar um banco que não tem mais onde se possa remendar, colher o lixo uma vez por mês, capinar uma vez por ano, seja sinônimo de restauração.  Mais uma vez se observa serviços inacabados e, até mesmo, não iniciados. Enfim, na prefeitura de São Luís tudo pode acontecer. E tem gente que se considera agraciado por ter um “espaço”, um terreninho, por mais precário que se apresente, para seus meninos poderem correr e brincar à vontade.
É lamentável a falta de respeito. É impressionante a confiança que a tal prefeitura possui em acreditar que governa uma cidade repleta de otários e conformados com essas situações. Chega a ser desafiadora e debochada a estratégia de comando do Excelentíssimo Senhor Prefeito ao imaginar e acreditar que pode fazer (ou não fazer) e acontecer no seu mandato.
O pior, meus amigos, é que ele pode. Pode tanto, que está fazendo tudo o que não presta (ou não está fazendo nada mesmo). Devemos refletir sobre o que esperar de um prefeito que, provavelmente, vai tentar uma reeleição, e que não consegue terminar de ajeitar uma ruazinha ou uma pracinha, por menor que elas sejam. Aqui falei só de uma praça e uma rua. Sabemos que uma cidade não possui só isso. É uma estrutura muito mais complexa e que precisa de pessoas inteligentes e competentes à sua frente. Podemos, então, confiar nesta criatura que confunde o começo com o fim? Infelizmente, nós é quem sabemos...




quarta-feira, 23 de março de 2011

Vai um filho aí? Não obrigada!

OBS: Esse texto não é necessariamente direcionado ao público feminino. Homens conscientes e que possuem suas mentes abertas a qualquer tipo de discussão sobre o assunto, podem usufruir à vontade.




Você (mulher) possui entre 30 e 40 anos, é solteira ou tem um relacionamento estável, enfim, vive muitíssimo bem e extremamente feliz sozinha ou acompanhada. Processo absolutamente normal se não demorasse muito a escutar da família, amigos, conhecidos e até mesmo dos desconhecidos a seguinte pergunta, que possui um considerável tom de cobrança: “Quando você vai ter filhos?”. Ocorre que a maioria das pessoas não está preparada para a seguinte resposta: “Filhos, não os quero!”.
Ao publicizar em alto e bom tom a sua opção por não querer ser mãe, prepare-se para ser analisada como se fosse uma espécie rara e em extinção. Muitas pessoas consideram a maternidade um acontecimento natural na vida de uma mulher. O fato de você não querer seguir este curso natural de ser mulher (que, em minha opinião, chega a ser uma imposição), é uma transgressão às leis da natureza e, até mesmo, às Leis Divinas. De acordo com os defensores da maternidade, toda mulher tem que ser mãe. Isso soa uma obrigatoriedade horrorosa e parece não dar outra opção para quem ainda possui dúvidas sobre se render ou não à maternidade.
Os argumentos para quem recusa o papel de mãe são os mais variados. No entanto, a “liberdade” é o fator mais defendido por todas. Usufruir da liberdade de dormir noites inteiras, de viajar livre de preocupações, de se dedicar inteiramente ao trabalho sem ser escrava do tempo para trocar fraldas, dar mamadas ou papinhas, ir buscar ou deixar as crianças na escola, enfim, a liberdade de poder ir e vir e até de poder ficar num só lugar, sem se preocupar com quem dependerá de você por um longo tempo de sua vida.
O problema é que, atualmente, a pressão por engravidar ainda é muito grande. De acordo com a psicóloga Luci Mansur, até hoje o modelo de família é parecidíssimo com o de várias décadas atrás: “enquanto os homens assumiram o sustento da família, para as mulheres, a procriação se tornou garantia de felicidade, de adequação à natureza feminina, e um meio de manter um reconhecimento social”. Meninas crescem ouvindo que só se realizarão plenamente se parirem. Afinal, fêmeas servem para procriar. É biologicamente comprovado. Talvez, as palavras “parir” e “fêmea” soem um tanto pesadas. Mas será que devemos ainda pensar desta forma mesmo depois da tão propagada “revolução sexual”? Seria um tanto hipócrita por parte de alguns metidos a puritanos.
Bom... Voltemos ao nosso tema tão polêmico. Muitas mulheres resolvem ter filhos apenas por tê-los. Será que isso é o correto? São mães incapazes de propiciar carinho e atenção. Será que não seria mais sensato pensar em todas as dificuldades pós- parto, antes de engravidar?  Ter um filho significa abnegar muitos objetivos e conquistas. Isso tudo deve ser pensado antes de você jogar em uma criança, suas culpas e frustrações por não ter conseguido chegar ao cargo que tanto almejava na empresa, por não ter conseguido dormir uma boa noite de sono, por não conseguir render em seu trabalho, por não ter feito as viagens que gostaria, por não poder ir àquela festa badaladíssima por não ter com quem deixar seu filho, por não poder colocar aquela roupa porque você ficou gorda, cheia de celulites e estrias depois da gravidez, por não poder proporcionar uma boa educação, por não poder pagar uma boa escola, por não poder pagar um bom plano de saúde. Poderia citar aqui mil motivos. Eles estão sempre sendo comentados a todo instante por uma mãe e outra.
Cabe ressaltar que o texto não trata de uma bandeira contra a maternidade, mas sim de uma defesa e respeito à livre escolha de não querer ter filhos. Defendo que é uma decisão que deve ser muito bem refletida antes de ser tomada. Obviamente, tudo na vida tem suas vantagens e desvantagens. Ser mãe, pelo que vejo, também tem seu lado bom. Segundo relatos, não há nada de mais gratificante do que gerar outro ser. Acredito que só sendo mãe mesmo, para sentir a presença de Deus tão próximo. Seria o ápice de demonstração do amor: uma vida gerando outra vida. É algo que deve ser muito emocionante. Esperar meses, enquanto seu corpo muda. E cada mudança é uma novidade comemorada. As primeiras mexidas do bebê são acontecimentos que deixam mãe e pai abobalhados. Passar horas imaginando como será rostinho, o cabelo ou o tom da pele do bebê, deve ser algo maravilhoso. E quando eles nascem? Hum... Na realidade, eles não nascem somente sendo “filhos”. Nascem sendo a razão de viver de seus pais. A rotina da casa e da família muda. Tudo é em função o bebê. Cada dia é uma descoberta e aumenta a felicidade de ser mãe. De repente, você pode se imaginar sem tudo (esposo, carro, trabalho, dinheiro, etc.), mas nunca sem seu filho.
Particularmente adoro crianças, de preferência as educadas. Sou tia e pretendo continuar exercendo somente esta função, por enquanto. Digo que não quero ter filhos, mas posso, um dia, acordar com uma imensa vontade de ser mãe, de sentir tudo o descrito acima. Posso também nunca sentir este desejo em minha vida. Nunca se sabe o que vai acontecer no dia de amanhã. A única coisa que tenho certeza é que ninguém deve influenciar em minha decisão de ser ou não ser mãe. E sabe por quê? Porque isso não seria correto e justo, nem comigo e nem com meu filho (a). Porque essa será uma decisão que cabe, primeiramente, a mim. Por isso,  única certeza que tenho e que só assumirei a maternidade no dia e se um dia eu quiser.

 

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Lar, pequeno doce lar.

Hoje estive pensando novamente, depois de ser quase vítima de um calote por parte de insinuantes lojas, na dificuldade que está sendo organizar os móveis em meu apartamento. Esclareço-vos que tais móveis foram comprados em lojas que, até o presente momento, não me deram problemas com entregas ou montagens. Comunico, também, a todos, que o apartamento é do tamanho de um “ovo”... Isso mesmo! Pasmem... O apertamento (opa... corrigindo: apartamento) é um ovo e digo mais: parece que é de codorna. Pasmem mais uma vez...
Durante minha busca por um imóvel, tive a oportunidade de perceber que, na ânsia de querer o que é seu, o cidadão quase não se dá conta de que vai se meter na aquisição de uma “lata de sardinha” para morar. Os apartamentos estão cada vez menores. De acordo com pesquisas, o setor imobiliário está investindo em construções de imóveis com até 55m². São apartamentos direcionados para quem faz a opção de morar sozinho e casais que não pretendem ter filhos ou que possuem uma ou duas crianças, no máximo. Então, somos levados a pensar que a culpa disso tudo está na mudança de estrutura da família brasileira, visto que, ninguém mais quer casar e sim morar sozinho. E quando optam pelo casamento, não possuem a mesma quantidade de filhos que nossos antepassados. Realmente, o número de membros da família brasileira diminuiu consideravelmente.
Estamos tratando aqui de um imóvel só para poucos, ou melhor, para pouco (espaço). No meu caso, até que gostei da sala e dos quartos, mas lamento informá-los que meu banheiro não é apropriado para aqueles que usam tamanho G, GG e assim sucessivamente. Pois é... Gordinhos, nem pensar em pegar um desses apartamentos, pois, infelizmente, vai ficar complicado o trânsito no banheiro para desenvolver qualquer tipo de atividade. Começo a desconfiar que estes imóveis foram projetados por alguém muito admirador de “modelitos” magérrimos ou por alguém que tenha uma tendência camuflada à anorexia. Do tamanho de toalete, eu não gostei de verdade.
Outra coisa... Nada de procriar demais. Não é apropriada a existência de uma prole muito numerosa. Para quem quer se multiplicar, a opção mais sensata é ter só um ou, no máximo, dois filhos do mesmo sexo. Já pensou sua filha brigando com seu filho, exigindo um quarto só pra ela? Qual seria a sua reação? Alguém teria que desfrutar do aconchegante sofá de dois lugares. Isso mesmo... Sofá só de dois lugares, porque o de três, dependendo do tamanho, não caberia na sala.
Nada de encher o imóvel de cacarecos, ou você pode acabar ficando do lado de fora do seu lar,  pequeno doce lar. É que pela lei da física chamada Impenetrabilidade, DOIS CORPOS NÃO PODEM OCUPAR O MESMO ESPAÇO AO MESMO TEMPO. No caso, o espaço em estudo, é o seu apartamento. Você e seus cacarecos (quase todos sem muita utilidade, creio eu) não podem ocupar o mesmo local. Entre eles e você, quem será o escolhido? Quem?
Aqueles proprietários de relíquias de família e que são criaturas distintas e de bom coração, podem começar a doar as mesmas para pessoas que realmente necessitam dessas tranqueiras.  Muita gente iria ficar extremamente feliz em receber um sofá, uma mesa, cadeiras e outros utensílios domésticos que certamente atrapalhariam a sua locomoção dentro de seu novo imóvel, mas que iriam fazer a felicidade dos que realmente necessitam deles. Não seria uma excelente hora de começar a praticar uma boa ação?
No entanto, após toda essa apreciação minuciosa, cabe ressaltar que o “ovo” tão criticado acima pelo seu tamanho quase microscópico, é onde irei morar em pouco tempo. E estou feliz demais da conta com a “grande” aquisição. Tenho mil projetos com ele sendo pequenininho assim... Imagina se ele fosse maior?
Vai ser lá que vou chegar cansada depois de um longo e entediante dia de trabalho. Vai ser lá que, depois de um relaxante e delicioso banho, vou refletir sobre os acontecimentos do dia que passou e dos dias que ainda virão. Será lá que irei fazer planos e projetos para meu futuro. É lá que irei sonhar com a felicidade e curtir minhas decepções. Enfim, ele é meu...   E é isso o que realmente importa, não é mesmo?

domingo, 30 de janeiro de 2011

Os muitos buracos de um "castelo" de areia.

Andando por aí, nas ruas e avenidas da cidade de São Luís, nos deparamos com cada centímetro de asfalto sendo disputado (a tapas) por buracos e crateras. Moradores de todos (literalmente todos) os bairros de São Luís cobram uma providência do então Prefeito João Castelo. Do mais humilde ao mais luxuoso bairro, a situação está cada vez mais caótica. As ruas parecem campos de concentração e guerra de tantos buracos no solo.  
Daí observa-se a democratização da buraqueira. Não importa a classe social. Eles sempre estão lá para todos. E olha que, às vezes, eles são até muito bem camuflados (mais precisamente em épocas de chuvas). Parecem rasas poças de água, mas são profundos poços causados pela erosão de um asfalto de péssima qualidade.  Os buracos mais comuns são aqueles com profundidade de, aproximadamente, dez a quinze centímetros. A medida perfeita para causar os mais diversos e sérios prejuízos à população.
O problema atinge tanto pedestres, como também motoristas. Os primeiros são vítimas de banhos fora de hora. Estão lá, passeando pelas poucas e precárias calçadas que existem e são vítimas de uma onda de água empossada jogada por um motorista que queria desviar de um buraco e acabou caindo em outro. Motoristas têm que decidir se gastam dinheiro com suas famílias ou com a manutenção de seus carros.  Outro problema é o tempo que se gasta no deslocamento de um ponto a outro da cidade. Trajetos que deveriam durar apenas alguns minutos, duram quase horas para serem realizados. São verdadeiros ralis em plena área urbana de uma capital.
Palhaçada! Não tem outra palavra para denominar a falta de comprometimento da prefeitura com a população. O pior é que, para o senhor prefeito, parece que isso tudo não está acontecendo na cidade que ele diz que gerencia. Basta dar uma voltinha pelos bairros para se deparar com cenas inusitadas, até cômicas se não fossem tristes: buracos sendo tampados com entulhos pelos próprios moradores; baldes, galhos e todos os tipos de tranqueiras são utilizados na tentativa de sinalizar a existência de uma cratera na rua; motoristas são obrigados a parar em avenidas muito movimentadas ou desertas, debaixo de sol ou chuva, sendo noite ou dia, para trocar os pneus que se estragam em decorrência dessas “cavidades” inconvenientes situadas em asfalto de qualidade vagabunda e de origem duvidosa.
Enfim, um problema atrás de outro. Mas, vale lembrar (e muito bem), que nossos impostos chegam um atrás do outro (também) para serem pagos. E chegam com nenhum atraso e com nenhum desconto. Seria maravilhoso se fossem utilizados na solução de problemas de tamanha importância.
Bom, mas vendo pelo outro lado, o lado humanístico da buraqueira, os donos de borracharias e oficinas precisam ter o seu “ganha pão” também. Se não fossem essas crateras espalhadas pela cidade, como poderiam sobreviver? Nunca as oficinas estiveram tão cheias como neste período. É o pneu que rasga, é o amortecedor que não amortece mais nada, é o pára-choque que arrasta no chão e lá fica, enfim, uma simultaneidade de despesas (para motoristas) e lucro (para oficinas).
Infelizmente, ainda falta algum tempo para as próximas eleições, já que é somente no período eleitoral que as máquinas se desentocam dos galpões municipais e estaduais, saindo às ruas e o serviço começa a ser feito (da forma mais porca e vergonhosa possível). Resta-nos, indubitavelmente, apenas confiar em nosso amigo anjo-da-guarda e pedir a Nosso Bom Deus que nos guie e nos proteja dos acidentes e de outros transtornos causados pela falta de interesse da prefeitura com a tão sempre esquecida população de São Luís.


quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Direito de resposta...

Caríssimo companheiro... Ser solidário com os outros, em minha opinião, não significa passar por cima de minhas convicções. Até porque quando nos anulamos e nos privamos (forçosamente) de algo muito importante em benefício dos outros, perdemos nossa essência e individualidade.
Acredito que o digníssimo tenha lido (e entendido) no texto, que me refiro a relacionamentos afetivos que fazem mal às partes envolvidas. Nesse caso, não existem paciência e compaixão que resista a tamanha falta de amor-próprio de quem gasta seu precioso tempo se sujeitando a “infernizar” a vida de alguém com chantagens baratas e sem nenhum escrúpulo. Sabemos que toda paciência, por maior que ela seja, uma hora acaba.
A compaixão, nesses casos, é um dos piores sentimentos a se sentir, pois fortalece ainda mais a mente doentia de quem utiliza dessas artimanhas para se privilegiar e manter seu “alvo” sempre por perto. Ou seja, a compaixão que você tanto defende, nesses casos, só proporciona a articulação de uma mente extremamente perturbada. A falta de caridade, em minha opinião, está em alimentar os delírios da mente transtornada por medo ou piedade.
Talvez um “basta” na relação, à primeira vista, seria um tanto desumano aos olhos de muitos que pensam como o senhor blogueiro. Contudo, mais desumano, ainda, seria deixar com que o indivíduo que não aceita um final de relacionamento ou uma separação, seja visualizado como um louco insistente, desocupado ou, até mesmo, um “atraso” na vida dos outros.
Outro item do seu comentário que já ia me esquecendo de esclarecer é que, se você defende que os laços de paixões e emoções devem ser superados pelo AMOR ao irmão, nessa “superação” não devem existir distinções. Infelizmente, caríssimo, para se defender nossas opiniões, não devemos ter “dois pesos” e “duas medidas”, isto é, baixar a guarda para uns e querer passar por cima de outros. Não concordas?